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Quarta-feira, Dezembro 31, 2008
PALAVRAS [D]E SONHOS Eu queria escrever alguma coisa aqui, mas não qualquer coisa; algo que fosse forte, suave e leve como algodão, que fosse doce e amargo e tivesse o poder de fazer calar as bocas e gritar o coração, enquanto a mente, em pandemônio, daria mil voltas em torno de si. Mas nem consigo, ando tão sonolenta que chego acreditar que Morfeu realmente pode ter se apaixonado por mim… Humm… antes tarde do que nunca... Patrícia Gomes Imagem: Desconheço a autoria :::Desabafado
às 17:03 por Anna Karenina (Patuska).
Terça-feira, Dezembro 23, 2008
SURRIADA resgatei um passo dado em meio às nuvens que enterrei no meu jardim regado com reflexos de luas colhidos, em baldes, do mar de sonhos que desejei. veio emaranhado em raízes de realidade nua com um olor de outono ressequido que brota, ao sentir o sol, uma dileta primavera… estranhei ao sentir a sombra de mim, que se escondia atrás do passo, e ver em seus olhos um plano mal traçado, seria tudo contra mim? Talvez descubra, quando achar o dia/noite que se esconde na dobra do eclipse… Patrícia Gomes Imagem: Blomster :::Desabafado
às 16:14 por Anna Karenina (Patuska).
Sexta-feira, Dezembro 19, 2008
INVERNADA Fez-se inverno Em mim... Voei para dentro Da terra, Enraizei-me, Aconcheguei-me Ao útero que é o Meu e de todos... Noites e dias Transpoêm-se Sem pressa... Sol e chuva Dançam no ar E na terra, Esperando que na primavera A raiz brote em flor... Patrícia Gomes Imagem: Gèraldine Georges :::Desabafado
às 02:54 por Anna Karenina (Patuska).
Terça-feira, Dezembro 09, 2008
NATIMORTO O dia acordou com Um ar bonançoso, O céu de um azul desbotado Manchado de cinza; As ruas encharcadas e sujas Iam desajeitadas e, tão fora De costume, cospiam sorrisos Marulhados de imposturas; Nenhum olhar atento Que me trouxesse alento, Nenhum olhar, assim, Pousou em mim... Na boca estancou a poesia E dos lábios escoaram Beijos bolorentos, também Estanques e de mofa; Enquanto os braços Despencaram agonizantes De afagos repelidos Num dia qualquer... A cada passo no asfalto Movediço, a cidade parece Querer me engolir, numa fome Que me regurgitará em breve; Não ando só... Tenho A companhia desordenada Dos seres que a fumaça Do meu cigarro cria no ar... Eles me fazem ver que ainda Vivo... Será? Quiçá! Patrícia Gomes :::Desabafado
às 00:49 por Anna Karenina (Patuska).
Quinta-feira, Dezembro 04, 2008 DA CARIOQUICE DELA... QUE É SÓ DELA Valeu Tá valendo Vale Valerá... Muita coisa fodeu, Outras nem doeu, Umas digo agora, Outras deixa pra lá... Mas na madruga, Que brota mansa, Meio fria em Minas, Canta sorrisos Pras minas Lá das banda Do Rio... Rio lindo De janeiro à janeiro, Cheio de Jardins cobertos Por marias-sem-vergonha, Algum pudor só Pra compor A personagem que nem É de tanta sacanagem, Mas a goiana canta, Com sotaque mineiro, Que teima em ter chiado Do Sul, O que o peito vibra Pela mina que adora Mar, praia, mengo E a Querida... Canta poesia, Palavras que diria Ao léu, mas nem Tanto, já que, como dizem: In Vino Veritas... Vale Valerá Valeu!!!! Patrícia Gomes Imagem: Cacau Rodrigues Para Cacau, minha querida Frô de Lótus, com ares de maria-sem-vergonha... ;o) :::Desabafado
às 18:46 por Anna Karenina (Patuska).
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